CHAMAMENTO AO BOM SENSO

Nestes dias decisivos de encaminhamento das medidas de contenção ao coronavírus e das suas consequências na economia e no social do Brasil, vale uma pausa no emocionalismo das posições e uma postura colaborativa e pragmática. Na sabedoria popular, seria como dizer: nem tanto ao mar nem tanto à terra.

O Brasil é um continente, com diferentes realidades. Pede, portanto, medidas distintas para diferentes regiões. No interior, onde o vírus ainda não tenha chegado, não faz sentido quarentena e outras restrições às atividades econômicas. Nos locais mais atingidos é que se deve concentrar medidas mais fortes, em especial nas instalações médicas, como no isolamento das faixas mais vulneráveis à pandemia. E tudo a seu tempo.

O prefeito do Rio teve uma boa ideia ao abrir alguns setores do comércio na semana passada. Poderia evoluir para dividir a semana em cinco diferentes liberações, ficando por quatro semanas a abertura limitada a uma vez por semana. Outra boa iniciativa foi a de uma rede de supermercados ter um horário especial para os idosos, o que deveria ser estendido à rede bancária.

Outra observação interessante, de um médico que acompanha esse tipo de problema, é que o evoluir do quadro, dos números, é que deve orientar o setor público a agir. Inclusive no que toca a instrumentos fundamentais como respiradores – lembrando que é preciso cuidado para não faltar numa região e ter ociosidade em outras áreas. O regime é de guerra e de solidariedade.

Não seria um caso de pacto político, pois o momento não é de fazer política, mas, sim, de um pacto de não agressão entre os entes federativos e republicanos. A brigalhada que temos assistido compromete o conceito dos políticos e até mesmo da democracia. A ordem deve ter  base no patriotismo e não no uso de prerrogativas de cada poder. Inclui este pacto forças da sociedade, classistas, sindicalistas, associativas.

Mesmo que com erros pontuais, parece claro que as autoridades vêm agindo com agilidade e competência, maior, inclusive, do que em países do chamado Primeiro Mundo, como Itália e Espanha.

Nada de intrigas para dividir. O Ministro Mandetta é um craque, o Ministro Guedes, outro, mas o técnico é o Presidente que os escalou. Agem de comum acordo, mas é natural que pensem de forma diferente. Só a oposição tem unidade de pensamento e ação no querer destruir tudo, de forma egoísta  e ressentida.

Embora sem previsão, vai chegar a hora da pandemia ser controlada e combatida pela ciência. No dia seguinte, vamos reconstruir o que foi afetado, recompondo os agentes econômicos, com reflexos sociais profundos.

Não se brinca com os que sofrem.

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