Getting your Trinity Audio player ready...
|
Claro que o prefeito está arrumando a casa, as contas, a formação da equipe. Mas o Rio tem pressa. As crises sanitária e econômica nacional afetaram a cidade mais do que as demais capitais do país. Os serviços e o turismo representam um significativo peso na economia e no emprego local. Medidas urgentes, especialmente as que demandam menos investimento público e maior presença do setor privado, precisam ser definidas e apresentadas, quando for o caso, ao Legislativo Municipal.
A reforma urbana é urgente, gera empregos, atrai investimentos no curto, médio e longo prazo. A transformação do centro da cidade em área mista, como ocorre nas principais capitais do mundo e já foi no Rio de Janeiro, pode depender de meras medidas de vontade política. Por exemplo, isentar do IPTU por dez anos pós habite-se os imóveis comerciais transformados em habitação, facilitar via incentivo fiscal ou simplesmente planejar estacionamento para estes novos moradores, e apenas para eles.
Na região do Porto Maravilha, terminar os prédios destinados a funcionários da Prefeitura, tocar o aproveitamento dos armazéns portuários em centros de lazer, gastronomia, exposições e feiras, dotados de estacionamento compatível. Espaço não seria problema. E via contratos de concessão de longo prazo, sempre que possível. O porto poderia ter um cais voltado exclusivamente para o turismo, seja ele de Cruzeiros ou de simples passeios pela Baía da Guanabara, incluindo Niterói. Recuperar uma joia como Paquetá não demanda muito recurso, mas apenas forte vontade política, desde que a encantadora ilha já foi parcialmente tomada por favelas. E, quem sabe, a partir dali fazer uma conexão com São Gonçalo, em combinação com os governos do Estado e da União. Uma revolução na qualidade de vida de milhares de famílias.
O momento é de criatividade, ousadia, dinamismo. Quem teve a coragem de demolir a Perimetral, de realizar tantos projetos grandiosos, pode muito bem dar vazão a este estilo, com a vantagem do amadurecimento.
Mãos à obra prefeito! O Rio tem pressa!