Reflexões eleitorais

O Rio vota domingo com forte debate de caráter ideológico. O normal seria uma disputa entre o atual prefeito, Marcelo Crivella, que bem ou mal está no cargo há quase quatro anos, conhece a cidade e seus problemas, e o antecessor, Eduardo Paes, que governou a cidade por dois mandatos  E um acervo invejável de grandes obras, como o Túnel Marcelo Alencar, a Via expressa Barra-Deodoro, o Túnel 450 anos, o Porto Maravilha, e muito, muito mais.

Um imenso esforço tem sido feito para incluir na disputa um ingrediente político, ideológico, sem relação com os problemas da cidade e de seu povo.

Não se trata de desmerecer a delegada e deputada Martha Rocha. Mas seus entusiastas, mesmo que nos quadros de outras candidaturas, só pensam “naquilo”. No caso, em afrontar o governo federal, em fazer do Rio trampolim para seu candidato e colega de partido Ciro Gomes, que alguns dizem ser candidato à sucessão de Bolsonaro e outros, que seria candidato ao governo estadual com a vitória de Martha. Bastante política, pouco debate sobre a cidade e muita disposição para dividir e desviar a atenção para o drama que nós todos vivemos. A esquerda que o Brasil  varreu em 2018 não pode voltar a cena nacional, logo na nossa capital desde o Império até a República por 71 anos.

Particularmente, tomo a liberdade de anunciar aos leitores que me acompanham aqui, desde o primeiro número deste novo e vibrante supercarioca Correio da Manhã, que vou votar domingo no Crivella e depois no Eduardo Paes. Explico: não quero o Rio em debate ideológico e eleitoreiro no segundo turno, e sim optando entre duas formas de governar, a do atual prefeito e do ex, que, aliás, lidera as pesquisas divulgadas.

Indigna-me a exploração de fotos do Eduardo Paes com Lula e Sérgio Cabral, num golpe baixo, desleal e imoral. Ele fez uma gestão de realizações justamente por ter se dado bem com o governador e o presidente das República. E já anunciou que, caso vença, irá logo se apresentar ao governador e ao presidente, pois teria sido eleito para governar e não para fazer política menor. Crivella conviveu bem com Temer e agora com Bolsonaro, de quem é o candidato. O povo sofre, a cidade está em desgaste, não há lugar para essas mesquinharias. Mas se ocorrer a disputa Paes X Marta, seria de todo conveniente que o ex-prefeito não  aceitasse debate nas televisões. Seria expor a cidade, e não ele, a vergonha de uma campanha do mais baixo nível. E repito, menos pela deputada e mais pelos que já estão  fazendo dela um instrumento de radicalismo, divisão e baixo nível .

 

Vamos refletir! Precisamos amar o Rio!

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