BRIGANDO COM A REALIDADE

A alienação na condução dos assuntos de governo chega a impressionar. Parece que o alto comando do país vive em outra realidade, outro plano.

O que está mantendo o país de pé e em certa paz, em meio a colossal crise política e estagnação na economia, é a excelente equipe comandada pelo ministro Henrique Meirelles, com o Banco do Brasil, BNDES, Banco Central, Caixa Econômica em mãos prudentes e confiáveis. Mas sendo uma equipe responsável, em elogiável voluntariado pelo Brasil, não deve aceitar liberações que comprometam o teto aprovado e que lastreia a credibilidade da economia, mesmo que sem crescimento.

Logo, o mais natural, mais prudente e mais eficaz seriam pacotes em favor da economia e não dos políticos e de mero apelo popular. Um pacote que melhore o ambiente de negócios no país, simplifique impostos, com mais liberdade na circulação do dinheiro, legislação trabalhista modernizada, investimentos na infraestrutura, abertura de novas e criativas frentes de investimentos privados, incentivando regiões do interior e, sobretudo, do Nordeste.

O novo Porto de Manaus pode justificar uma ampliação da Zona Franca como polo industrial, que precisa recuperar os empregos perdidos, antes que perca a mão de obra qualificada que a cidade possui. Outras medidas de resposta imediata seriam a aprovação do projeto de reabertura do jogo, na pauta do Congresso para ser votada, um mercado financeiro offshore no Rio, para salvar o projeto “Porto Maravilha”, a ampliação do Projeto Nilo Coelho e de seus acessos rodoviários e a revitalização do Rio São Francisco, que agonia o Brasil.

Como o momento é de controle nas contas, a prioridade do sistema financeiro estatal poderia ser alongar os financiamentos em curso para dar um alívio às empresas e estancar as demissões. Tudo com determinação, sem meias medidas.

O tempo conspira contra a sociedade. Cada dia sem uma providência ou com um novo problema agrava a situação.

Basta um espirro dos mercados, e os juros americanos estarão aí. E, isso ocorrendo, um terço das reservas pode sumir da noite para o dia.

Maior independência à área econômica!!!

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