Histórias E Estórias #75

A história da última grande guerra começa a ser estudada e divulgada com maior liberdade, com novos pesquisadores e historiadores independentes em relação a compromissos ideológicos. São episódios conhecidos, mas até agora longe da grande maioria dos livros, que evitavam tocar em pontos que poderiam deixar mal países vencedores.

Os ingleses, por exemplo, colocaram uma cortina de silêncio sobre a derrota que sofreram em Singapura, então colônia do Reino Unido. Na verdade, foi um grande vexame, uma humilhação a vitória do Japão, obtendo a rendição incondicional dos ingleses, vítimas evidentes da arrogância com que avaliaram o Exército japonês. Só muitos anos depois da guerra é que reconheceram que o General Percival não tinha tido culpa no desastre provocado por equívocos do alto comando de Londres.

No entanto, a página mais condenável sob todos os aspectos ocorrida entre os aliados foi a traição aos polacos no episódio conhecido como “levante de Varsóvia”. Stalin já tinha decidido ocupar a Polônia para integrá-la ao mundo sob influência comunista, inclusive tomando parte de seu território em favor da Ucrânia. Tinha como obstáculo o governo democrático polaco sediado em Londres e principalmente dezenas de milhares de civis e militares que viviam na capital, preparados para enfrentar os alemães, incluindo militares e nobres. Todos muito católicos. Assim, estimularam o levante antes do momento mais favorável, deixando de avançar sobre a cidade, embora com suas tropas nas proximidades. E mais: ousadamente, demoraram a permitir que a aviação oriunda de Londres usasse aeroportos russos, na operação de lançar armas e víveres aos resistentes que conseguiram ocupar algumas zonas da cidade. E, ao serem pressionados, mandaram munição inadequada, quando não lançavam a carga em áreas de domínio nazista. Com isso, os patriotas poloneses foram dizimados e só então os russos entraram em Varsóvia para instalar um governo de forte influência comunista.

Na mesma linha, os relatos mais atuais confirmam que o Presidente Roosevelt, muito influenciado pela esquerda americana, aceitou que a ocupação de Berlim ficasse por conta da União Soviética. E foi isso que veio a permitir a vergonhosa divisão após a guerra da capital alemã, isolando parte da população por meio do famoso Muro de Berlim. Aliás, com base em arquivos russos que começam a ser abertos, existem registros do abalo que foi aos projetos soviéticos a morte do Presidente Roosevelt semanas antes do final da guerra. O fato teria levado uma interferência forte na derrubada pela via eleitoral, até hoje inexplicável, do estadista inglês Winston Churchill, a maior personalidade da II Guerra Mundial.

You might also like More from author

Leave A Reply

Your email address will not be published.