Histórias E Estórias #71

A classe média, no exterior e no Brasil, conta com a proteção para problemas de saúde dos planos oferecidos por diferentes empresas. Muitos são compartilhados com o empregador. Em alguns países, como Portugal e Alemanha, a importância é relativa, pois os serviços públicos funcionam razoavelmente bem.

No entanto, no que toca a serviços médicos, a cobertura raramente é satisfatória, especialmente quando é o paciente-segurado quem escolhe os profissionais. Mas não pagar hospital já é uma vantagem enorme. Nos anos 1950 e até os 1960, muita gente vendia imóveis para pagar despesas médicas.

A qualidade dos profissionais da rede pública é mais do que satisfatória, uma vez que os grandes nomes da medicina, donos de invejáveis clínicas nos grandes centros, prestam um bonito exemplo de civismo ao manterem seus empregos pelo SUS e entidades de referência. O difícil é conseguir ser atendido, mas, sendo, é tudo bom, como no exemplar INCA, no Rio, no INCOR, em São Paulo, e no Sarah, em Brasília, entre outros.

Ocorre que, de uns anos para cá, surgiu um verdadeiro modismo, plenamente dispensável, do clínico participar de cirurgias, serviço não coberto pelos planos e tido por alguns médicos como injustificável, já que o operador responde pelo paciente e o controle mais importante fica a cargo do anestesista. Mas estes acompanhamentos custam a partir de cinco mil reais, mais as visitas durante a hospitalização, que podem chegar aos mil reais, cada uma.

Os cirurgiões já incluem, no valor cobrado, o acompanhamento e os hospitais privados possuem quadros de excelência em seus plantonistas. Ou seja, a visita, que é realmente de médico, pois duram poucos minutos, são desnecessárias. Por isso, alguns médicos mais antigos estimulam seus pacientes a resistirem a esse tipo de insinuação de clínicos que exploram os constrangimentos da classe média em exporem suas limitações financeiras.

Tendo passado por oito cirurgias nos últimos oito anos, graças a Deus com bons resultados e eficientes médicos, pude conhecer os meandros de uma medicina que vem se tornando mais um negócio do que uma vocação e deixo aqui este alerta aos leitores. Cirurgia com médico assistente, apenas se o paciente tiver problemas cardíacos, respiratórios, diabetes etc. Com um bom risco cirúrgico na mão, poupe-se desta despesa desnecessária. Resista!!!

 

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