Historias e Estórias #26

Santa Teresinha do Menino Jesus, ou de Lisieux, foi a religiosa mais rapidamente reconhecida como Santa pela Igreja Católica – em apenas 28 anos após sua morte. E, embora sua devoção tenha se espalhado pelo mundo, depois da França, o Brasil é o país com maior devoção a ela. Por isso, temos uma geração de Teresinha, entre as que têm entre 50 e 90 anos.

Santa Teresinha, cujo nome de batismo era Maria Francisca, entrou para o Convento das Carmelitas de Liseux, na França, perto do Canal da Mancha, aos 15 anos, com autorização especial do Papa Leão XIII, por causa da idade, e foi canonizada pelo Papa Pio XI, o criador das missões e quem negociou com o governo da Itália, em 1929, a criação do Estado do Vaticano. Teresinha de Jesus morreu aos 24 anos, em 1925, tendo tido apenas nove anos de vida religiosa.

Entre as cinco basílicas do Rio, está a Igreja de Santa Teresinha, ao lado do Shopping Rio Sul, que teve muitos anos como pároco o legendário Monsenhor Mauricio Nabuco, filho de Joaquim Nabuco. O projeto, art déco, foi dos arquitetos Archimedes Memória e Francisco Couchet e ficou pronta em 1940.

Em Belo Horizonte, sua primeira imagem foi colocada em altar lateral da Igreja de N. S. de Lourdes, entalhada em Pau Brasil, enviada a França pelo poeta e ex-governador Augusto de Lima, convertido ao catolicismo pela fé na nova santa. O grupo encarregado do altar na Igreja da Rua da Bahia era liderado por Ester Lima, cunhada do estadista mineiro.

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