SURGE UMA LIDERANÇA NO RIO

Tomou posse na segunda-feira como presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ) a empresária Angela Costa, a primeira mulher a presidir a entidade que representa o empresariado desde o Império . Mulher de muito valor,  jovem assumiu responsabilidades. Primeiro, na criação de pioneira empresa dedicada ao transporte escolar e depois na indústria de embalagens, onde hoje está entre as maiores do Brasil, com alta tecnologia.

Angela Costa, desde cedo, mostrou vocação de sentido associativo, com idealismo e garra. Assim é que formou sua bagagem em entidades respeitadas, como FIRJAN, SEBRAE e sindicatos patronais – um deles fundado por ela. Sabe onde estão os gargalos de nosso crescimento econômico e onde o empreendedor é limitado em sua vocação de fazer girar a economia, dando empregos e pagando impostos. Tem sido uma voz respeitada na defesa da modernização de nossos tributos, para que sejam mais justos e mais claros, assim como da legislação trabalhista, que, ultrapassada, emperra a geração de novos empregos.

Recentemente, atendeu o convite de Humberto Mota para ajudar o presidente da ACRJ, Paulo Protásio, a enfrentar grave crise nas contas da entidade, problema a que se dedicou em tempo integral e praticamente equacionou – o que levou a cinco ex-presidentes da Casa de Mauá a lançarem o seu nome para a presidência.

A ACRJ já teve em seu comando notáveis do Império e do pensamento liberal progressista, tendo, no século passado, oferecido ao Rio e ao Brasil homens de grande vocação para servir, como João Dauldt de Oliveira, Rui Gomes de Almeida, Antonio Carlos do Amaral Osório. E, recentemente, personalidades da nossa vida empresarial, como Rui Barreto, Humberto Mota, Marcílio Marques Moreira, Artur Sendas, Olavo Monteiro de Carvalho, José Luiz Alqueres e Antenor de Barros Leal, identificados, cada um a seu tempo, como exemplos de espírito público e correção. Paulo Protásio, que terminou seu terceiro mandato, sempre esteve afinado com projetos para aproveitamento das vocações naturais da cidade e do Estado.

Angela vem com a proposta de reviver a vocação da entidade para o debate nacional e também para a voz independente do universo empresarial, englobando o comércio, serviços, indústria e agronegócio,

E Getulio Vargas, que apoiou a entidade, a fez órgão de consulta do Governo Federal, por decreto, vigente até os nossos dias.

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