OUTROS CORONÉIS DE 64

Após receber inúmeras mensagens sobre o artigo aqui publicado sobre o centenário do coronel Mário Andreazza, que foi ministro dos Transportes e do Interior dos presidentes Costa e Silva, Médici e João Figueiredo, achei que poderia abordar outros coronéis daquela safra de grandes vocações para a vida pública. Todos com dinamismo, dedicação e absoluta probidade pessoal.

O coronel José Costa Cavalcanti, logo passando à reserva, já era deputado federal por Pernambuco quando do movimento de 64. Mas foi com os presidentes militares que revelou a face do grande gestor como ministro do Interior, na arrancada dos grandes projetos de habitação popular do BNH, como aquele que, em combinação com o governo Negrão de Lima, da então Guanabara, permitiu a remoção de todas as favelas no entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas, cartão postal da cidade. Depois, foi ministro das Minas e Energia, no governo Médici, e presidente da Itaipu e da Eletrobrás, com João Figueiredo.

Outro do mais alto nível foi o coronel Jarbas Passarinho. Trabalhou na Petrobras, foi governador do Pará na Revolução, senador por dois mandatos e ministro do Trabalho, da Previdência e da Educação. E da Justiça com Collor.Um verdadeiro estadista.

O coronel César Cals foi governador do Ceará, escolhido pelo presidente Médici, eleito senador indireto em 1979 e logo assumiu o Ministério das Minas e Energia, quando triplicou a produção nacional de petróleo, executou o grandioso Projeto Carajás, da Vale, e foi o autor do plano de hidroelétricas, como Tucuruí, a maior do Brasil. Pai da energia eólica, solar no Brasil. Nunca a  mineração  cresceu tanto no como no seu tempo.

Na área das comunicações, grande salto do Brasil, foram dois os coronéis responsáveis pelos progressos obtidos. Higino Corsetti, com Geisel, e Haroldo Correa de Matos, com João Figueiredo.

O senador Cristovam Buarque, ministro da Educação no primeiro governo Lula, aponta o coronel Ruben Ludwig, depois general, como um dos melhores nomes que passaram pelo Ministério da Educação. E é bom ressaltar que o próprio Buarque é o maior nome da área no Congresso Nacional.

Como o povo não é bobo, essa história de ditadura e de críticas aos militares se limitam aos que optaram pela chamada “luta armada” e sofreram consequências. Lamentáveis, claro, quando vítimas de violências, assim como as que praticaram nos atos de sequestros e execuções, inclusive de companheiros que abandonavam a aventura. Mexer nesta área machuca a todos, pois a violência não é da índole do brasileiro.

Vou recordar depois os grandes civis do período militar.

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