LEMBRANDO PEDRO II

Feriado nacional, a Proclamação da República é reconhecida por todos os historiadores, e nos depoimentos das personalidades da época ,como um acontecimento sem apoio e até sem conhecimento popular.

Foi fruto da habilidade de uns, como Benjamin Constant, e da ingenuidade de outros, como o Marechal Deodoro da Fonseca, ele mesmo um admirador e amigo do Imperador.

O movimento republicano só encontrava eco na imprensa e em alguns círculos intelectuais. E pela liberdade reinante no país, no meio século do segundo reinado.

Colaborou para o rápido desfecho e embarque da Família Imperial o temperamento ameno de Pedro II, que não reagiu temeroso do derramamento de sangue brasileiro. Ao que poderia somar alguns erros políticos, incluindo aí a não hereditariedade dos títulos brasileiros.

Muitos equivocados, como Rui Barbosa, logo se decepcionaram, mas era tarde demais. D. Pedro II, que entrou para a história como o maior dos brasileiros, morreu dois anos depois, e a Princesa Isabel, herdeira do trono, apesar de gozar da estima nacional, não se dispôs a comandar um movimento pela restauração.

Prova inequívoca do prestígio da monarquia e da Família Imperial é que, mais de cem anos depois, em 1993, a consulta popular, fruto de proposta do deputado constituinte Cunha Bueno, deu à monarquia, sem campanha e sem dispor de um mínimo de recursos, 13% dos votos computados.

Na crise da renúncia de Jânio Quadros, o ministro da Aeronáutica Brigadeiro Grum Moss se lembrou do nome do oficial da Força Aérea, com presença na II Guerra, D. João de Orleans e Bragança. Embora, vale lembar, o herdeiro legítimo fosse seu primo D. Pedro Henrique, que sofria, na ocasião, despropositada contestação de seu primo Pedro Gastão, cujo pai havia renunciado em carta do próprio punho.

Essas observações de caráter histórico podem servir para a inclusão na pauta nacional desta possibilidade, desde que submetida ao Parlamento ou à consulta popular com igual manifestação das correntes de pensamento. Hoje, o parlamentarismo é reconhecido como regime estabilizador das instituições, pela experiência na Europa.

Autores mal informados ou mal intencionados costumam se referir a monarquia como solução do passado, ignorando a experiência de países que são modelo de democracia e progresso, como Inglaterra, Bélgica, Holanda, Luxemburgo, Espanha, Suécia, Noruega e Dinamarca, além do Japão, em que o regime e o imperador sobreviveram ao desastre na II Guerra, entre outros.

Só para meditar!!!

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